
Esse dias vi uma frase boa...
Posso escapar do caos que vejo
Desistindo dos meus pensamentos de ataque.
Bateu legal.
Uma nova primavera está chegando. Ajude-a.
Seja feliz agora.
21.9.07
Prima Vera
10.9.07
Fogo Muy Amigo

Já dizia o hippie que coincidências não existem. Mas na TV, elas acontecem. Quem é adepto do zapping como eu, sabe que às vezes você cai em uns canais que nunca assiste, mas que lhe atraem pelo frame que se congela no exato momento em que o zapping passa por ele. É um piscar de olhos. É fascinante!
Pois bem. Domingo passado me programei para estar às 22hs em frente ao Telecine Cult - o canal dos filmes e pessoas cults - para assistir, pela enésima vez, o filme Hair. Algo misterioso me atrai nele, sempre atraiu. Não sei porque, mas desde a primeira vez que vi o filme, me senti parte daquilo, como se na encarnação anterior eu tivesse sido um hare krishna ou um simples cérebro envolto a uma lótus dourada.
Depois de vibrar com o Chefe-Hippie Berger dançando em cima da mesa num banquete da alta sociedade enquanto grita o clássico "I Got Life", e de me arrepiar - pela enésima vez - com a sequência final do filme, sigo no zapping descompromissado e encontro algo raríssimo de se ver na TV por aqui: calma, não é pastor de igreja devolvendo dinheiro pro fiel, nem a Glória Maria dando bola dentro. O que eu vi foi muito mais raro. Eu vi a bandeira de El Salvador. Pra quem não sabe, é a terra natal desse vos escreve. É, sou gringo, clandestino, mano negra, ilegal. Mentira, eu sou bem legal, gente fina, com cidadania brasileira e tudo. Mas nasci lá.
El Salvador é um país da América Central do tamanho do estado de Sergipe, banhado pelo Oceano Pacífico, com belas paisagens, que era habitado pelos Maias antes do genocídio espanhol. É também um país pobre. Bem pobre, economicamente falando. Mas muito simpático, assim como os salvadorenhos.
Voltemos ao programa da tv. Tratava-se de um documentário sobre a presença do Exército Salvadorenho na coalizão que ocupa o Iraque desde que o Baby Bush se magoou. Confesso que não sabia que tinha primo meu lá no Iraque. Fiquei transtornado.
Nunca foi novidade que El Salvador sempre foi dominado pelo imperialismo americano. O país nunca teve muita opção. Pra se ter uma idéia, o dólar é moeda oficial no país, e por lá, a maior fonte de renda é o envio de dinheiro de salvadorenhos residentes nos EUA. Minha avó, que mora em Miami desde que eu me conheço por gente, é uma dessas pessoas que incrementam o PIB salvadorenho.
Agora, imagine eu, acabado de sair de uma sessão de Hair, com o espírito hiponga-cult lá no alto, vendo meus primos deixarem suas famílias pra dar a cara pra bater no Iraque. Só me veio uma pergunta: "Primo, que carajo estás haciendo en Iraq??"
O documentário tem um nome sugestivo - Guerra Alheia - e retrata muito bem todos os lados, os soldados, suas famílias, oficiais e políticos contra e a favor da participação salvadorenha nesse devaneio. Inclusive o presidente Antonio Saca, principal fantoch... ou melhor, aliado das medidas de insanida... digo, de atuação norte-americanas. Deu tristeza.
Por mais oprimido e pobre que seja um país, ele não pode se tornar um fornecedor de cobaias ou escudos humanos. É lamentável um país não ter alternativas econômicas e vender seus filhos para uma guerra sem fundamento, em troca de apoio político e financeiro. Já que os EUA querem bancar as idéias do presidente joselito Baby Bush, que banquem com americanos. De qualquer jeito vai sempre sobrar pro negro sobrevivente do Katrina ou pro matuto do interior como o nosso "genius genius" Claude Hooper Bukowski. Pior é que é um povo que nem sabe onde fica El Salvador, nem onde fica o Iraque, mas sabe que o Schwarzenegger já destruiu um desses países num de seus filmes. Haja paciência...
Ainda quero pesquisar melhor essa história. Não faça como Baby Bush e seus amigos. Não entre em guerra que não é sua. Muito menos leve outras pessoas nessa furada. Seu mundo agradece. Let the sun shine in!
Mas tudo bem, foi só uma coincidência mesmo...
5.9.07
Da série Rai e Cai

Nesse meio tempo...
Comecei um curso novo
encontrei com gente antiga
fui pra onde nunca estive
ver o que antes só ouvia
Consultei a benzedeira
empurrei com a barriga
repeti o mesmo verso
escrevi pra minha amiga
Deu vontade mas não fiz
ganhei tudo mas não quis
mesmo medo outra vez
deixei tudo pro outro mês
Descobri outro sucesso
evitei chegar mais perto
desmanchei uma promessa
me senti no lugar certo
Coisa velha ainda viva
o passado no meu peito
uma nova tentativa
dessa vez fazer direito